Tenho um amigo que eu admiro. Fala de rock'n'roll como um erudito. Tem um certo sotaque gaudério que as vezes destoa das palavras cultas, ainda que sem afetação ou pedantismo. Apesar de informata, como eu sou, faz graduação em humanas, por motivações pessoais. O causo em questâo deu-se no decorrer do curso.
Numa certa atividade acadêmica, uma dinâmica de grupo da classe, os alunos deviam apresentar-se e falar de três fatos que marcaram sua vida. Ele contou de quando abandonou a faculdade de engenharia, por ter concluído que não era sua vocação, e como isso gerou um grande conflito com seu pai. Foi talvêz a primeira decisão adulta, uma ruptura certamente necessária para seu desenvolvimento como indivíduo. Relatou sua primeira experiência com alucinógenos, que lhe proporcionou uma mudança de visão do mundo. Por fim declarou neste tom: "A terceira foi quando eu conheci minha ex-mulher. Uma mulher exepcional que me ensinou muitas coisas, com ela vivi experiências de todos os tipos. Aprendi o que é uma verdadeira fêmea".
Ao fim do discurso o professor limitou-se a comentar "Que elegância!", e suas colegas, boquiabertas, o olhavam com a expressão de quem via pela primeira vêz um homem que sabe reconhecer uma verdadeira fêmea.
Nem precisa dizer, o cara conquistou uma legião de fãs. Pelo resto do semestre foi disputado pela metade da turma, composta quase toda por mulheres.
2005-06-24
Mandou bem
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Unknown
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02:01
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